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Vereador compara agressão policial a vaias de manifestantes

28 de Março de 2013, 14:10
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Na última terça-feira, durante o Grande Expediente, alguns vereadores (Paulo Messina, PV, e Renato Cinco, PSOL) que estiveram durante a desocupação do antigo Museu do Índio (na última sexta feira), subiram à tribuna para criticar a atitude violenta da Polícia Militar (até mesmo parlamentares e jornalistas foram agredidos). O ultragovernista Prof. Uóston (PMDB) também foi à tribuna fazer um infeliz discurso no qual disse: "[...] Sobre a atuação da Polícia Militar, condeno qualquer tipo de truculência contra qualquer tipo de categoria. Tanto acho errado que pude ver o mesmo acontecer nesta Casa, quando vim à tribuna e recebi uma vaia ensurdecedora que visava impedir-me de exercer meu direito, dentro do meu local de trabalho. Isso não foi truculência? Eu quero ver Vereador subir aqui nesta tribuna e defender o Vereador Luiz Carlos Ramos que foi agredido ali no Amarelinho, depois de uma Sessão Plenária, por esses mesmos que hoje estão brigando e reclamando que foram agredidos pela Polícia Militar"

Ele mandou mal primeiramente ao querer comparar gás de pimenta e violência física desnecessária perpetrada pelo aparato estatal com vaias de algumas dezenas de manifestantes na galeria da Câmara. E depois falou da agressão ao vereador Luiz Carlos Ramos, sem citar que o vereador estava tomando um chopp no Amarelinho (bar na Cinelândia) durante horário de uma sessão que votava o tombamento do Museu do Índio e que a agressão foi verbal. O Meu Rio não concorda com qualquer tipo de agressão e lembra ao Prof Uóston que todo agressor deve ser responsabilizado mas, no caso da Aldeia Maracanã, o agressor foi o Estado, agindo de forma ilegal (pois o mandado de reintegração de posse obrigava que a desocupação fosse pacífica). Mas, para alguns vereadores como Carlos Bolsonaro (PP), na contramão da opinião pública, a atuação da Polícia Militar naquele dia foi digna de elogios.

Discursos à parte, a Câmara aprovou ontem um polêmico projeto que permite que o BNDES construa um anexo em seu terreno com um gabarito maior que o permitido na região. Ontem, nem Ordem do Dia houve direito pois apenas 11 vereadores se encontravam no plenário às 16h10! Com o ponto facultativo decretado amanhã, e com o Presidente da Casa de férias (sem avisar para onde, nem justificar), os vereadores se deram ao luxo de adiantarem o feriado.


Na quarta e quinta feiras da semana passada não houve Ordem do Dia na Câmara Municipal do Rio. Enquanto que na quarta feira a justificativa era plausível (a Câmara estava sendo usada para o velório do cantor Emílio Santiago), a suspensão da sessão de quinta feira foi injustificada; simplesmente não havia vereadores presentes na sessão. Será que foi por causa do jogo do Brasil?

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O que é...Projeto de lei

É uma proposta que, se for aprovada, será lei (válida apenas na cidade).