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Ausências marcam o primeiro dia de audiências do orçamento 2014

15 de Outubro de 2013, 17:58
Oficio_protocolado

A primeira audiência pública para discutir a aplicação de R$ 27 bilhões do município em 2014 já começou mal. O secretário de Cultura, Sérgio Sá Leitão, faltou à sessão e enviou em seu lugar o subsecretário de gestão, Carlos Corrêa Costa. Leitão justificou a ausência de maneira curiosa, para dizer o mínimo. Informou que estava em uma reunião convocada pelo prefeito Eduardo Paes. Como se não bastasse isso, o vereador Jefferson Moura (Psol), membro da Comissão de Orçamento - justamente a comissão que inquere os representantes da Prefeitura, também não compareceu. Perguntado sobre sua ausência, disse ao #DeOlho que estava acompanhando a assembleia dos professores grevistas realizada no Clube Municipal.

No Plenário, muito assessores, alguns vereadores - Tio Carlos, que trocou o DEM pelo Solidariedade, Reimont e Edson Zanata, ambos do PT - e poucos cidadãos. Entre eles, Isabel Gomide, do movimento Reage Artista. Ela cobrou do subsecretário de Cultura a abertura do diálogo com os produtores de teatro. “Precisamos retomar os espaços que foram perdidos com a terceirização da cultura. Nem só de grandes produções vive o teatro. A Secretaria precisa dar oportunidade para o teatro alternativo”, cobrou.

Costa, depois de contabilizar 9 mil dias de atividades culturais espalhadas pela cidade (uma conta que segundo ele leva em conta o tempo de atividades realizadas em paralelo), afirmou que o Fundo Municipal de Cultura, em tramitação na Câmara, vai garantir ainda mais recursos para a área, ampliando as ações culturais na cidade.

Presidente da RioFilme faz propaganda, mas não detalha investimentos em 2014

Adrien Muselet apresentou a evolução do orçamento da RioFilme entre 2009 e 2013. O valor passou de R$ 10 milhões para R$ 47,7 milhões. “A Rio Filme é a segunda empresa que vai investe no setor de áudio visual no Brasil, perdendo apenas para o Governo Federal”, comemorava sem dar detalhes do plano de investimento para o ano que vem - motivo pelo qual foi, de fato, convocado para a audiência.

Adilson Pires diz que Prefeitura “não realiza a lógica da internação compulsória”

A segunda audiência pública teve o secretário Adilson Pires - vice-prefeito e titular da Pasta de Desenvolvimento Social - respondendo à sabatina dos vereadores. Durante a audiência, disse que a meta da secretaria é ampliar o número de vagas em abrigos para 2.392 até o final de 2014. Atualmente, o município possui 1.650 vagas espalhadas pela cidade.

O secretário reconheceu que a estrutura dos abrigos não é a ideal. “Precisamos encontrar um modelo onde o morador de rua sinta-se acolhido nesses espaços. Não queremos ninguém dormindo na rua, mas o acolhimento deve ser uma situação provisória, e não permanente”, disse.

Pires rebateu a afirmação de que a Prefeitura pratica a realização compulsória para jovens viciados. “Os meninos e meninas estão nas Casas Vivas por livre e espontânea vontade. Podem sair para ir à escola, praticam esportes, têm curso de informática”.

Secretários respondem a perguntas feitas por membros da Rede Meu Rio

A Rede Meu Rio está usando o Imagine, sua plataforma na internet para discussão de ideias em prol da cidade, para submeter perguntas da população aos representantes da Prefeitura durante as audiências públicas. No início do dia, o #DeOlho entregou aos vereadores Prof. Uoston (PMDB) e Atila A. Nunes (PSL), membros da Comissão de Orçamento, as perguntas mais votadas pelo público no Imagine. Você pode participar com suas perguntas para as audiências dos próximos dias

"Está em tramitação na Câmara o projeto do Fundo Municipal de Cultura, que vai garantir mais investimentos no setor".
Resposta do subsecretário de Cultura, Carlos Corrêa Costa, à pergunta sobre investimentos na criação de um fundo de fomento à arte e tecnologia, a exemplo dos fundos de teatro e dança, feita pelo carioca Andre Bezerra no site Imagine.

"Há projetos de ampliação de equipamentos com as arenas culturais. Além disso, através da Lei de Incentivo Fiscal, a Prefeitura realizou há cerca de dez dias o primeiro encontro com empresários que trabalham com cultura no Rio para estreitar parcerias com o setor privado".
Resposta do subsecretário de Cultura, Carlos Corrêa Costa, à pergunta sobre investimentos em equipamentos culturais em parceria com o setor privado, feita pelo carioca Cláudio Ribeiro no site Imagine.

"A Prefeitura não realiza mais a lógica do internamento compulsório. Os jovens das Casas Vivas estão lá por livre vontade. Hoje temos cerca de 1.650 vagas em abrigos. Vamos passar para 2.392 ate o fim de 2014. Estamos ampliando também vagas em albergues".
Resposta do secretário de Desenvolvimento Social, Adilson Pires, à pergunta sobre investimentos em políticas efeitivas para população de rua, feita pelo carioca Marcel Garcia no site Imagine.

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