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Metas reduzidas para acessibilidade

22 de Outubro de 2013, 18:20
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De 1.350 para 810 novas rampas de acesso a calçadas para cadeirantes. Essa foi a redução de metas anunciada pelo secretário municipal de Conservação, Marcus Belchior. A redução chama a atenção porque vai na contramão das demandas por melhores condições de uso do espaço público por pessoas com necessidades especiais. O vereador Átila Nunes (PSL) colocou o dedo na ferida: "ter um orçamento de apenas R$ 2 milhões para acessibilidade é muito pouco", referindo-se aos número que o secretário apresentava hoje durante a audiência pública de orçamento para a sua Pasta.

Em linhas gerais, a conservação de recuperação de calçadas também sofreu reduções de meta para o ano que vem. Enquanto neste ano a intenção é de recuperar 75 mil m2 de calçadas, a Prefeitura pretende recuperar apenas 7,5mil m2 em 2014.

Belchior explicou que essa era uma meta emergencial e que um novo plano de recuperação de calçadas está em desenvolvimento na Secretaria, aliado a uma campanha de conscientização, explicando as responsabilidades da Prefeitura e dos cidadãos, responsáveis pela manutenção do passeio em frente às suas residências. Entretanto, o secretário não informou um prazo para a implementação do programa. É bom lembrar que, além das centenas de milhares de pessoas com deficiência na cidade, o Rio ainda vai receber mais de 4.200 atletas paraolímpicos nos Jogos de 2016. Com tantos investimentos rolando na cidade, a recuperação de calçadas e a construção de rampas deveria ser prioridade da Prefeitura.

Comlurb diz que coleta seletiva de lixo chegará a 25% em 2016

O presidente da Comlurb, Vinicius Roriz, anunciou uma meta ambiciosa para a coleta seletiva do lixo: aumentar o percentual em 12 vezes, passando de dos atuais 2,1% para 25% até o final de 2016. “Em dezembro desse ano, chegaremos a 5% do lixo reciclado”, afirmou. Para 2014, está previsto a coleta de cerca de 62mil toneladas de lixo, um aumento de 55mil toneladas em relação a 2013.

Roriz anunciou, ainda, que o aterro sanitário de Gericinó vai fechar em março de 2014. Toda a produção de lixo da cidade será levada para Seropédica que, hoje, recebe cerca de 80% dos resíduos. A Comlurb é a empresa com o maior orçamento na secretaria: estão previstos cerca de R$ 1,4 bilhão para o ano que vem.

Programa Lixo Zero não deve ser ampliado em 2014

Roriz ainda comentou sobre o programa Lixo Zero, em funcionamento em 21 bairros na cidade. Não há previsão para a ampliação para outras áreas da cidade. “O que devemos fazer são blitz, no estilo ‘Lei Seca’, de surpresa nos outros bairros”, disse. Segundo ele, o orçamento previsto de R$ 18,9 milhões será usado para o pagamento de gratificação aos garis e Guardas Municipais que atuam no programa e pagar a diária do policial militar, que trabalha quando está de folga da corporação. Entretanto, esse valor deve diminuir, pois a PM não vai mais atuar em todos os grupos de fiscalização.

Roriz reconheceu que o serviço de poda não é satisfatório e anunciou que realizará uma licitação ainda esse ano para o mapeamento e monitoramento das mais de 600 mil árvores existentes no Rio.

RioLuz: "Rio deve ter apenas 1 em cada 100 lâmpadas apagadas até 2017"

O presidente da RioLuz, Henrique Pinto, mostrou um avanço significativo no trabalho da empresa. No fim de 2008, o índice de pontos de luz apagados era de 20%, 10 vezes acima do recomendado pelo índice internacional. “Hoje, chegamos a um índice de 1,19 e temos como meta chegar a 1 em 2017, mas acredito que vamos bater essa meta já no ano que vem”, disse.

Secretários respondem a perguntas feitas por membros da Rede Meu Rio

A Rede Meu Rio está usando o Imagine, sua plataforma na internet para discussão de ideias em prol da cidade, para submeter perguntas da população aos representantes da Prefeitura durante as audiências públicas. No início do dia, o #DeOlho entregou aos vereadores Prof. Uoston (PMDB), Atila A. Nunes (PSL) e Jefferson Moura (PSOL), membros da Comissão de Orçamento, as perguntas mais votadas pelo público no Imagine. Você pode participar com suas perguntas para as audiências dos próximos dias.


  1. O Rio de Janeiro sofre com a falta de banheiros públicos, principalmente nas regiões mais movimentadas. Minha sugestão é a criação de banheiros públicos ecológicos, onde teremos água de reuso e energia vindo do sol e com empresas patrocinando sua manutenção e segurança que, em contrapartida, poderão explorar espaços (internos e externos) para publicidade. (Carlos Andrade)

O secretário municipal de conservação, Marcus Belchior, disse que estão sendo testados diferentes modelos de banheiros químicos para resolver o problema do Nº1. Não existe projeto para a ideia do Carlos Andrade de um banheiro químico. O secretário sugeriu que ele use o site Rio Ideias para enviar o projeto.


  1. Muitos acidentes já aconteceram na Cidade do Rio nos últimos anos por conta de passarelas em mau estado de conservação. A secretaria possui um mapeamento de todas as passarelas e viadutos da cidade? Em 2014, quais - e onde - equipamentos serão restaurados? (Simone Goulart)

Sobre a pergunta de restauração de passarelas e viadutos da cidade, feita pela Simone Goulart, o secretário Marcus Belchior lembrou que a estrutura de viadutos e passarelas é responsabilidade da secretaria de obras e que compete à secretaria de conservação apenas a manutenção do asfalto.


  1. Por que não ampliar para toda a cidade a coleta do lixo reciclável, já que esse serviço é pago pelos contribuintes? Na zona norte, o acúmulo de lixo nas calçadas aguardando a chegada da Comlurb, à noite, gera a presença de catadores não conscientizados (a maioria usuários de drogas) que arrebentam todos os sacos de lixo e inundam as calçadas de lixo, gerando muitos problemas para a população que paga esse serviço de coleta e não vê essa situação ter uma solução, apesar das denúncias e reclamações realizadas. Se a Comlurb passar a fazer essa coleta do material reciclável o problema vai diminuir. (Denise Moreira)

"Não dá para ampliar a coleta para todos os bairro sem antes ter um destino final. A coleta seletiva é um meio, e não um fim. Estamos construindo 3 unidades de triagem e iniciando parcerias com construtoras para reaproveitarem o entulho das obras, por exemplo". Vinicius Roriz, presidente da Comlurb, em resposta à pergunta da Denise Moreira, sobre coleta seletiva.

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