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Custo total dos Jogos só deve ser conhecido em 2016

25 de Maio de 2014, 16:58
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A audiência pública com a Empresa Olímpica Municipal foi marcada por um plenário vazio. Apenas os três vereadores da comissão de orçamento (o presidente Átila Nunes, do PSL, o vice Prof. Uóston, do PMDB, e o vogal, Jefferson Moura, do PSOL) participaram do encontro.

O presidente da EOM, Joaquim Carvalho, apresentou o orçamento da matriz de responsabilidade dos Jogos, cuja útlima atualização ocorreu em janeiro desse ano. Estão previstos R$ 5,6 bilhões de reais para 24 projetos, sendo 74,1% dos recursos oriundos da iniciativa privada.

Entretanto, várias intervenções continuam sem prazo para o início das obras e sem orçamento. Um dos casos é o do complexo esportivo de Deodoro, cuja batata quente passou do Governo Federal para o Governo Estadual e, finalmente, para o município. O presidente da EOM disse que a licitação para as obras de Deodoro sai no início do segundo semestre e garantiu que o Rio entregará tudo o que combinou com o COI no prazo.

Questionado sobre o valor total dos Jogos, Carvalho disse esse valor ainda não é conhecido pois a matriz de responsabilidades é dinâmica e é atualizada de seis em seis meses. Ou seja, ao que tudo indica, o carioca só conhecerá o valor global das Olimpíadas em 2016.

"Acessibilidade é prioridade da cidade", diz Carvalho. Faltou combinar isso com o prefeito, né?

A declaração pegou de surpresa quem estava presente na reunião. "Acho que vivemos em cidades diferentes, pois o que mais falta no Rio é acessibilidade! Essa Casa, por exemplo, não é acessível. Faltam rampas nas calçadas, elevadores nos ônibus. Ano passado, a Câmara rejeitou uma emenda ao orçamento que destinava R$ 20 milhões para esse fim. E o prefeito ainda cancelou a emenda de 800mil do Isquierdo", lembrou o vereador Jefferson Moura.

Moura se referia à mobilização feita pela Rede Meu Rio em parceria com o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD). A emenda apresentada pelo vereador Alexandre Isquierdo (PMDB) previa obras de acessibilidade em 443 prédios públicos em 2014, mas a proposta acabou sendo derrubada pelos próprios vereadores.

"O prefeito Eduardo Paes não está preocupado com acessibilidade. Tanto é que a Prefeitura já foi condenada pela Justiça e continua fingindo que o problema não existe. As pessoas esquecem que, em 2016, sediaremos as Paralimpíadas também. O grande legado para o Rio seria uma cidade acessível para todos e isso, lamentavelmente, não vai acontecer", disse João Senise, coordenador de mobilizações da Rede Meu Rio.

Proibição de charretes em discussão

Mais cedo, a audiência aconteceu com a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais. A discussão girou em torno do projeto de lei que proíbe a utilização de animais em transporte na Ilha de Paquetá. Um dos autores do projeto, o vereador João Ricardo (SDD) disse que os maus tratos são frequentes e que em outras cidades como Nova York o transporte também vai acabar.

O vereador Reimont (PT) levantou dúvidas sobre a proibição específica em Paquetá. “ Vamos acabar com as charretes na praça Xavier de Brito e em outros lugares? Ou é só em Paquetá? Nenhuma medida é justa sem que as duas partes sejam ouvidas. Não vejo problema em ver cavalo puxando charrete, desde que não seja violentado, é claro. Gostaria de entender qual o caroço nesse angú”, disse.

O secretário Rafael Aloisio Freitas, por sua vez, afirmou que a secretaria possui laudos veterinários atestando o problema nos cavalos usados por charreteiros. “Tivemos dois casos graves há alguns anos, onde um cavalo morreu e outro ficou à beira da morte mas, felizmente, foi salvo. Em ambos os casos, foi identificado maus tratos. O projeto é bom e essa questão certamente será ampliada para todo o município”, finalizou.

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